Anteontem o Leonardo Galdino, editor do blog Optica Reformata, e colaborador do 5 Calvinistas, fez uma pergunta no Facebook, a saber.
O espancamento (além do adultério e da deserção) poderia ser considerado como uma permissão ao divórcio? Justifique.
Começou-se uma conversa legal com a participação da Norma Braga, do Felipe Sabino, e ainda contamos com uma participação especial do Rev. Dr. Augustus Nicodemus Lopes. Agora a pouco, me veio a mente que nuca escrevi nada sobre este assunto, embora já o tenha debatido no Fórum Monergismo.com. Dessarte publico minha posição sobre o divórcio, novo casamento e correlatos, não é um tratado, mas um resumo bem sintético do que penso.
Acredito que a Bíblia interpretada em seu todo não permite o divórcio, por iniciativa, de um cristão em hipótese alguma. O divórcio é tolerado apenas se o conjuge incrédulo desejar separar-se do conjuge crente. Até porque Deus “odeia o divórcio” e o que Ele uniu não devemos separar.
No que diz respeito a se violência doméstica, pode ser motivo para o divórcio, discordo desta interpretação. Alguns pastores e teólogos entendem que a agressão física é equivalente a deserção (i.e, abandono do lar), mas uma coisa é uma coisa, e outra coisa é outra coisa. Pois o agressor não abandonou o lar, e sua atitude é devido a um desvio comportamental que o leva a tratar o conjuge como uma coisa, e não como uma pessoa. Neste ponto o conselho “normal” é o de que o divórcio é a única saída, mas não é nem a única saída, nem a resposta bíblica para o assunto.
Assuntos como novo casamento, cláusula de exceção, e outros pontos deixo para outra postagem se alguém se interessar pelo meu ponto de vista, por enquanto esta é a minha síntese.
Ednaldo.